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	<title>BS2010 - Beleza Sustentável &#187; Susan Boyle</title>
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		<title>Susan Boyle : recorde e talento planetário</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 16:41:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beleza Sustentável</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“I Dreamed a Dream” tem tudo para se tornar um dos álbuns mais vendidos do ano.
Em 11 de abril, Susan Boyle deixou de ser apenas uma escocesa desajeitada para se tornar uma voz de alcance mundial. Naquele dia, ela espantou o mundo com uma interpretação estonteante de I Dreamed a Dream (do musical Les Misérables) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.belezasustentavel.com.br">“I Dreamed a Dream” tem tudo para se tornar um dos álbuns mais vendidos do ano.</a></p>
<p>Em 11 de abril, Susan Boyle deixou de ser apenas uma escocesa desajeitada para se tornar uma voz de alcance mundial. Naquele dia, ela espantou o mundo com uma interpretação estonteante de <a href="http://www.belezasustentavel.com.br">I Dreamed a Dream (do musical Les Misérables)</a> no programa de televisão britânico Britain’s Got Talent.</p>
<p><a href="http://www.belezasustentavel.com.br">Boyle</a>, 48 anos, não ficou com o primeiro lugar – perdeu para um grupo de dançarinos meia-boca chamado Diversity –, mas sua fama ficou maior do que a do programa. Tanto que nesta semana saiu na Europa e nos EUA o primeiro disco da agora cantora profissional <a href="http://www.belezasustentavel.com.br">Susan Boyle</a> (a Sony promete lançá-lo em breve no Brasil).</p>
<p>[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=4BvBkTmDWBA]</p>
<p><a href="http://www.belezasustentavel.com.br">I Dreamed a Dream</a> está a caminho de se tornar o álbum mais vendido do Reino Unido, segundo o porta-voz da HMV, Gennaro Castaldo. Cerca de 150 mil cópias do CD da cantora podem ter sido vendidas no primeiro dia na Grã-Bretanha, incluindo pedidos online.</p>
<p>– A HMV está agora revisando sua estimativa para o total das vendas semanais, dos 300 mil que havíamos projetado inicialmente para um número próximo a 400 mil. Isso faria do álbum de <a href="http://www.belezasustentavel.com.br">Susan Boyle</a> o lançamento mais bem-sucedido de 2009 – comemorou.</p>
<p><a href="http://www.belezasustentavel.com.br">I Dreamed a Dream</a> bateu recorde como o disco que teve o maior número de pré-vendas da história – a empresa não divulgou números, mas especula-se que tenha chegado aos 150 mil pedidos. Em tempos de escassez na indústria da música, <a href="http://wwwbelezasustentavel.com.br">Boyle é um investimento seguro</a>. Seus vídeos no YouTube já ultrapassaram as 100 milhões de visualizações. Os shows dificilmente são realizados com lugares disponíveis na plateia.</p>
<p>Em <a href="http://www.belezasustenavel.com.br">I Dreamed a Dream</a>, além da canção-título, <a href="http://www.belezasustetavel.com.br">Boyle</a> tenta investir em áreas menos óbvias – a primeira faixa do disco é Wild Horses, balada dos Rolling Stones.</p>
<p>Há espaço para Madonna (You’ll See) e Monkees (Daydream Believer). Segundo o encarte, foi <a href="http://www.belezasustentavel.com.br">Boyle</a> quem escolheu as faixas. Mas a cantora não foge das baladas e do sentimentalismo superficial. Estão no álbum versões para <a href="http://www.belezasustentavel.com.br">Cry Me a River, Amazing Grace e a natalina Silent Night</a>.</p>
<p>Fonte : Zero Hora</p>
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		<title>&quot;Antidepressivos naturais&quot; ajudam a curar tristeza e depressão leve</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2009 21:05:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beleza Sustentável</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tristeza, desânimo, depressão: quando as coisas começam a tornar-se sombrias ou fica mais difícil levar a vida, é preciso procurar ajuda. Normalmente, a melhor estratégia é combinar diferentes medidas -por exemplo, uso de remédios ou substâncias com princípios ativos, medidas de autocuidado (como alimentação adequada e prática de exercícios) e apoio psicoterápico. Em caso de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tristeza, desânimo, depressão: quando as coisas começam a tornar-se sombrias ou fica mais difícil levar a vida, é preciso procurar ajuda. Normalmente, a melhor estratégia é combinar diferentes medidas -por exemplo, uso de remédios ou substâncias com princípios ativos, medidas de autocuidado (como alimentação adequada e prática de exercícios) e apoio psicoterápico. Em caso de depressão intensa, que, diferentemente da tristeza comum, é doença, o uso de medicamentos sintéticos pode ser indicado.<br />
Mas, para depressão leve ou moderada, há opções de antidepressivos naturais que podem ter efeito. A Folha relacionou dez desses itens, que podem levantar o ânimo ou ajudar no tratamento da depressão. Oito deles têm algum grau de evidência -como critério, foram utilizadas meta-análises (revisões de vários estudos) da organização Cochrane, rede global dedicada à revisão de pesquisas na área de saúde. Dois são controversos e precisam de mais estudos sobre sua eficácia e segurança.<br />
Exercícios<br />
O exercício estimula a secreção de endorfinas, que causam sensação de bem-estar. &#8220;Além disso, melhora a circulação e a oxigenação do cérebro. E tem efeitos indiretos em sintomas ligados à depressão, como a qualidade do sono&#8221;, diz Frederico Navas Demetrio, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.<br />
Em geral, acredita-se que os exercícios de maior intensidade sejam mais eficazes. Mas, na revisão de 25 estudos feita pela organização Cochrane, que confirmou que a atividade física melhora os sintomas de depressão, os pesquisadores afirmaram que não há evidência sobre qual tipo de exercício é mais eficaz. O que costuma funcionar melhor é praticar uma atividade física que dê prazer.<br />
5 HTP (hitroxi-triptofano)<br />
O triptofano é um aminoácido essencial, encontrado especialmente em alimentos proteicos, como carnes e laticínios. Não é produzido pelo corpo e precisa ser adquirido via alimentação. Esse aminoácido leva à produção de serotonina, neurotransmissor relacionado ao prazer e ao bem-estar.<br />
Por isso, a suplementação de 5 HTP pode ser usada em alguns casos de depressão e tristeza. &#8220;É mais indicado para quem tem a deficiência do nutriente, causada, por exemplo, por dietas vegetarianas pobres em proteínas. Uma alimentação equilibrada supre as necessidades de triptofano&#8221;, diz Vânia Assaly, endocrinologista e nutróloga, membro da International Hormone Society.<br />
Para ela, o suplemento age especialmente na melhora do sono, na redução da voracidade noturna e em transtornos leves de humor. Os suplementos dietéticos de 5 HTP são produzidos principalmente a partir de uma planta africana, a Griffonia simplicifolia.<br />
Em uma meta-análise, pesquisadores da Cochrane encontraram evidências de que o 5 HTP é melhor do que placebo para aliviar sintomas da depressão. Notaram, porém, que a maioria dos estudos não atingiu todos os critérios de qualidade e que mais pesquisas devem ser feitas para verificar possíveis efeitos adversos.<br />
Segundo Frederico Demetrio, do HC, os primeiros estudos com 5 HTP foram interrompidos porque seu uso provocou dores musculares, mas elas foram atribuídas a impurezas no produto utilizado. &#8220;Em tese, o 5 HTP de boa qualidade, purificado, pode funcionar.&#8221;<br />
Porém, o 5 HTP pode interagir com antidepressivos sintéticos, levando à concentração excessiva de serotonina. É contraindicado, ainda, para pacientes com tumores malignos ou doenças cardiovasculares.<br />
Meditação<br />
Estudos mostram que a meditação produz mudanças no cérebro, como a redução ou o aumento da atividade de certas regiões. &#8220;A hipótese é que reduza hormônios como o cortisol, diminuindo a ansiedade, e promova liberação de endorfinas, ligadas à sensação de prazer&#8221;, diz José Roberto Leite, coordenador da unidade de medicina comportamental da Unifesp.<br />
Em 15 pesquisas analisadas pela organização Cochrane, pessoas que meditaram apresentaram melhora da depressão em comparação com as que não fizeram nenhum tratamento. O estudo concluiu que a técnica tem potencial para ser o tratamento inicial do problema, especialmente para pessoas jovens, com o primeiro episódio de depressão ou com quadro considerado bem leve.<br />
Para Leite, os maiores cuidados devem ser tomados com pessoas com tendências autodestrutivas, como pensamentos suicidas. &#8220;São casos em que é preciso muito acompanhamento, e a meditação não pode ser o tratamento principal.&#8221;<br />
Ele diz que, em geral, a meditação é uma técnica eficaz e de baixo custo para diminuir os sintomas e reduzir as reincidências do distúrbio. Para ter efeito, ele recomenda que seja praticada, no mínimo, quatro vezes por semana. &#8220;No início, a pessoa pode praticar por cinco a oito minutos. Em uma semana, ela já consegue meditar por dez minutos e vai aumentando gradativamente até chegar a 30 minutos, o que é suficiente para obter os efeitos&#8221;, diz Leite.<br />
Fototerapia<br />
A exposição à fonte de luz artificial intensa é um tratamento comprovado para a depressão sazonal -que ocorre no inverno, quando o período de luz solar diminui. É frequente em países mais distantes do Equador, em que os dias se tornam muito curtos nos meses frios. No Brasil, é menos comum.<br />
Na fototerapia, uma lâmpada fluorescente de pelo menos 2,5 mil lux (unidade de medida de luz) é colocada perto dos olhos da pessoa, sem que essa precise olhar diretamente para a lâmpada. As sessões duram cerca de 30 minutos por dia.<br />
Segundo Rubens Pitliuk, neuropsiquiatra do hospital Albert Einstein, a fototerapia também pode ajudar em outros casos de depressão, se os sintomas pioram em dias cinzentos.<br />
Uma revisão de 20 estudos concluiu que traz benefícios discretos, mas promissores, também para casos de depressão não sazonal, quando usada com outros tratamentos.<br />
É possível adquirir aparelhos de fototerapia para uso em casa, mas deve haver orientação médica. Também é importante usar aparelho que não emita raios ultravioleta.<br />
Suplementos de vitaminas B12 e B9 (ácido fólico)<br />
As vitaminas B12 e B9 são essenciais para a fabricação de diversos neurotransmissores e atuam como modulares dos sistemas neurológico e hormonal. Em pessoas deprimidas, pode ser observada uma diminuição dos níveis desses nutrientes presentes no sangue.<br />
A suplementação dessas vitaminas pode aliviar sintomas de depressão e potencializar efeitos de medicamentos antidepressivos. Costuma ser indicada para pacientes com sintomas de deficiência nutricional e alcoólatras (que normalmente apresentam deficiência de nutrientes e, em especial, falta de vitamina B 12).<br />
Uma análise de estudos realizada pela Cochrane, envolvendo um total de 151 pessoas, indicou que o uso de vitamina B9 (ácido fólico) em conjunto com outros tratamentos diminui o grau de depressão dos pacientes. No entanto, os estudos não mostram se o efeito ocorre tanto em pessoas com deficiência do nutriente quanto nas com níveis normais de vitamina B9.<br />
Em caso de desânimo ou tristeza não patológica sem causas aparentes, pode ser investigada a falta dessas vitaminas por meio de exame de sangue. Nessa circunstância, a suplementação pode ser suficiente.<br />
Nos casos de depressão, é necessário corrigir a deficiência, se constatada, mas a suplementação é considerada um adjuvante do tratamento, e não o foco principal.<br />
Em pacientes que não estão respondendo aos tratamentos, é recomendado checar os níveis dessas vitaminas encontrados no sangue e a suplementação pode auxiliar na obtenção de resultados.<br />
Aparentemente, não há efeitos adversos e interações medicamentosas com o uso de suplementos de vitaminas B9 e B12. O excesso desses nutrientes no organismo é eliminado naturalmente pela urina.<br />
Erva-de-são-joão<br />
O extrato da erva-de-são-joão (Hypericum perforatum L) é um dos chamados antidepressivos naturais mais estudados. Porém, seu mecanismo de ação ainda não está totalmente esclarecido. &#8220;Aparentemente, seus princípios ativos têm ação semelhante à dos [medicamentos sintéticos] inibidores da recaptação de serotonina&#8221;, diz Frederico Demetrio, do HC de São Paulo.<br />
A serotonina é um neurotransmissor que modula o humor e provoca bem-estar. Baixos níveis da substância estão relacionados aos quadros de depressão. Os inibidores de recaptação aumentam a disponibilidade da serotonina no sistema nervoso central.<br />
Uma meta-análise feita pela organização Cochrane concluiu que o extrato de erva-de-são-joão tem efeito superior ao do placebo e similar ao dos medicamentos sintéticos no tratamento de depressão leve a moderada. Foram analisados 29 estudos, que incluíam, no total, 5.489 pacientes.<br />
Os autores ressaltam que, como há grande variedade de produtos à base de erva-de-são-joão no mercado, os resultados só são aplicáveis para as preparações testadas nos trabalhos incluídos na meta-análise. &#8220;É preciso usar extrato de qualidade com as concentrações adequadas dos princípios ativos da planta&#8221;, diz Demetrio.<br />
Segundo o psiquiatra, o uso e a dosagem devem ser indicados e supervisionados por médicos, e os efeitos começam a ser percebidos após duas semanas, aproximadamente.<br />
O mais importante é saber que a erva-de-são-joão interage com outros medicamentos e não pode ser usada com alguns deles. &#8220;O uso associado a outros antidepressivos, por exemplo, pode levar à síndrome serotoninérgica [concentração excessiva de serotonina], que causa de mal-estar a alucinações&#8221;, afirma Demetrio.<br />
O mesmo pode ocorrer com alguns remédios usados para emagrecimento.<br />
O extrato também diminui a absorção de remédios anticoagulantes e de algumas drogas quimioterápicas, prejudicando o tratamento.<br />
Entre os efeitos adversos, a erva-de-são-joão pode aumentar a fotossensibilidade -causando manchas e eczemas na pele com a exposição à luz- e causar secura na boca e constipação intestinal.<br />
Acupuntura<br />
A acupuntura busca reequilibrar a chamada &#8220;energia vital&#8221; por meio da estimulação de pontos específicos do corpo. A depressão, dentro dessa perspectiva, é entendida como um desequilíbrio no fluxo energético entre os órgãos. Restaurar esse fluxo e a saúde geral do indivíduo é uma estratégia para lidar com estados de desânimo.<br />
Martius Luz, do setor de medicina chinesa e acupuntura da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), diz que, além da restauração de energia, acredita-se que a acupuntura gere respostas no sistema nervoso central que estimulam a produção de serotonina.<br />
Embora não existam estudos suficientes para comprovar essa teoria, há pesquisas populacionais indicando que as pessoas propensas a usar técnicas de medicina complementar obtêm resultados no tratamento da depressão com acupuntura.<br />
Uma revisão de sete estudos envolvendo 517 pessoas avaliou que não há evidência de que os medicamentos sintéticos sejam melhores do que a acupuntura para diminuir os sintomas de depressão. Por outro lado, os pesquisadores dizem não ter dados para concluir sobre a eficácia da acupuntura por si só.<br />
Para Luz, a acupuntura pode ser usada isoladamente ou com outros tratamentos. O suporte emocional, como a psicoterapia, é importante para o sucesso do tratamento.<br />
Os efeitos começam a surgir após cerca de cinco aplicações, mas podem demorar mais, dependendo da saúde geral e do grau de depressão do paciente. &#8220;Para alguns, são necessárias 15 aplicações&#8221;, afirma Luz.</p>
<p>Por IARA BIDERMAN em colaboração com a Folha de S.Paulo</p>
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		<title>Ainda sobre Susan Boyle</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Apr 2009 12:48:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beleza Sustentável</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Susan Boyle]]></category>

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		<description><![CDATA[Dessa vez saiu no New York Times, replicado no Universo On Line:
Sim, aparência importa

Pam Belluck


Há mais de uma semana, pessoas em ambos os lados do Atlântico têm usado a história de Susan Boyle &#8211; a solteirona escocesa desleixada que chegou à fama cantando no programa de TV &#8220;Britain&#8217;s Got Talent&#8221; &#8211; como um exemplo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dessa vez saiu no <strong>New York Times</strong>, replicado no <strong><a href="http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2009/04/26/ult574u9307.jhtm" target="_blank">Universo On Line</a></strong>:</p>
<h1>Sim, aparência importa</h1>
<div id="selo"><a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/tnyt/"><img title="The New York Times" src="http://n.i.uol.com.br/jornais/selos/tnyt.gif" border="0" alt="The New York Times" /></a></div>
<div id="credito-texto">Pam Belluck</div>
<p><!--/titulo--></p>
<div id="texto">
<div>Há mais de uma semana, pessoas em ambos os lados do Atlântico têm usado a história de Susan Boyle &#8211; a solteirona escocesa desleixada que chegou à fama cantando no programa de TV &#8220;Britain&#8217;s Got Talent&#8221; &#8211; como um exemplo de quão superficiais nos tornamos.</p>
<div class="modcitacao left modulos">
<div class="conteudo">
<p><img src="http://n.i.uol.com.br/ultnot/0904/26boyle.jpg" border="0" alt="" /><br />
<img class="abreAspas" src="http://img.uol.com.br/materia-modulos/abre_aspas.gif" border="0" alt="" />Não há muito o que<br />
você possa fazer a respeito;<br />
é o modo como pensam;<br />
é o modo como são<img class="fechaAspas" src="http://img.uol.com.br/materia-modulos/fecha_aspas.gif" border="0" alt="" /></p>
<p><span class="fonte">Susan Boyle, comentando a rapidez com que a sociedade julga as aparências</span></div>
</div>
<p>Antes de cantar, Boyle parecia uma mera voluntária de igreja desempregada e desmazelada de 47 anos que morava sozinha com seu gato, Pebbles, e que, segundo ela, nunca teria sido beijada (uma alegação que ela posteriormente retirou).</p>
<p>Agora, após o vídeo de sua apresentação ter se tornado viral, uma enxurrada de comentários se concentra em como estereotipamos as pessoas em categorias, como caímos vítima de preconceitos de idade e aparência, e como temos que aprender, de uma vez por todas, a não julgar os livros pela capa.</p>
<p>Mas muitos cientistas sociais e outros que estudam a ciência dos estereótipos dizem que há motivos para avaliarmos rapidamente as pessoas com base em sua aparência. Julgamentos rápidos a respeito das pessoas são cruciais para o modo como funcionamos, eles dizem &#8211; mesmo quando esses julgamentos são muito errados.</p>
<p>Eles até mesmo concordam com a própria Boyle, que disse após sua apresentação que apesar da sociedade ser rápida demais em julgar as pessoas pela aparência, &#8220;não há muito o que você possa fazer a respeito; é o modo como pensam; é o modo como são&#8221;.</p>
<p>Em um nível muito básico, julgar as pessoas pela aparência significa colocá-las rapidamente em categorias impessoais, assim como decidir se um animal é um cachorro ou um gato. &#8220;Estereótipos são vistos como um mecanismo necessário para entendimento da informação&#8221;, disse David Amodio, um professor assistente de psicologia da Universidade de Nova York. &#8220;Se olharmos para uma cadeira, nós podemos categorizá-la rapidamente, apesar de existirem muitos tipos diferentes de cadeiras.&#8221;</p>
<p>Eras atrás, esta capacidade era de uma importância de vida ou morte, e os seres humanos desenvolveram a capacidade de avaliar outras pessoas em segundos.</p>
<p>Susan Fiske, uma professora de psicologia e neurociência de Princeton, disse que tradicionalmente, a maioria dos estereótipos se divide em duas dimensões amplas: se a pessoa parece ter intenção maligna ou benigna e se a pessoa parece perigosa. &#8220;Em tempos ancestrais, era importante permanecer distante de pessoas que pareciam furiosas e dominadoras&#8221;, ela disse.</p>
<p>As mulheres também são subdivididas em mulheres &#8220;tradicionalmente atraentes&#8221;, que &#8220;não parecem dominadoras, têm traços de bebê&#8221;, disse Fiske. &#8220;Elas não são ameaçadoras.&#8221;</p>
<p>De fato, a atração é uma coisa que reforça o estereótipo e faz com que se cumpra. Pessoas atraentes têm &#8220;crédito de serem socialmente hábeis&#8221;, disse Fiske, e talvez sejam, porque &#8220;se uma pessoa é bonita ou simpática, as outras pessoas riem das piadas dela e interagem com ela de uma forma que facilita a interação social&#8221;.</p>
<p>&#8220;Se uma pessoa não é atraente, é mais difícil conseguir todas estas coisas porque as outras pessoas não a procuram&#8221;, ela disse.</p>
<p>A idade também tem um papel na criação de estereótipos, com as pessoas mais velhas tradicionalmente vistas como &#8220;inofensivas e inúteis&#8221;, disse Fiske. Na verdade, ela disse, as pesquisas mostraram que os estereótipos raciais e étnicos são mais fáceis de mudar ao longo do tempo do que os estereótipos de gênero e idade, que são &#8220;particularmente aderentes&#8221;.</p>
<p>Um motivo para nosso cérebro persistir em usar estereótipos, dizem os especialistas, é por frequentemente nos dar informação precisa de modo geral, mesmo que nem todos os detalhes de encaixem. A aparência de Boyle, por exemplo, telegrafou precisamente grande parte de sua biografia, incluindo seu nível socioeconômico e falta de experiência mundana.</p>
<div class="modfoto right modulos pequeno">
<h3 class="conteudo">&#8220;Britain&#8217;s Got Talent&#8221;</h3>
<div class="conteudo">
<ul>
<li><img class="imagem" src="http://n.i.uol.com.br/ultnot/0904/26boyle2.jpg" border="0" alt="" /> </li>
</ul>
</div>
</div>
<p>Seu comportamento no palco reforçou uma imagem de pessoa de fora. David Berreby, autor de &#8220;Us and Them&#8221;, sobre o motivo das pessoas categorizarem umas às outras, disse que os telespectadores também podem tê-la julgado severamente porque, nas provocações com os juízes antes de cantar, ela parecia estar, desajeitadamente, tentando se encaixar.</p>
<p>&#8220;Ela tentou ser divertida, e quando lhe perguntaram a sua idade, ela fez aquela dancinha&#8221;, como se ela presumisse que nesses programas &#8220;você supostamente precisa ser meio sensual e elegante, mas se deu mal&#8221;, disse Berreby. &#8220;Nada provoca mais nosso desprezo do que alguém tentar ser aceitável e então fracassar.&#8221;</p>
<p>Quando as pessoas não se encaixam em nossas noções pré-concebidas, nós tendemos a ignorar as contradições, até serem dramáticas demais para ignorar. Nestes casos, disse John F. Dovidio, um professor de psicologia de Yale, nós nos concentramos na contradição &#8211; a voz de Boyle, por exemplo. Apesar disso nos fazer vê-la mais como um indivíduo, nós também &#8220;encontramos uma forma do mundo fazer sentido de novo, mesmo que para isso digamos: &#8216;Esta é uma situação excepcional&#8217;. É mais fácil para mim manter as mesmas categorias na mente do que chegar a uma explicação para as coisas que são discrepantes&#8221;.</p>
<p>Mesmo diante de múltiplas exceções ao estereótipo, nós frequentemente mantemos a categoria geral e simplesmente criamos um subtipo, disse Dovidio.</p>
<p>Por exemplo, o presidente Barack Obama contrariou os estereótipos negativos a respeito dos negros, mas algumas pessoas podem ter criado um subtipo de negros &#8211; profissionais negros &#8211; em vez de contestar o estereótipo geral, disse Dovidio. &#8220;Esta é a solução mais simples e que economiza energia cognitivamente.&#8221;</p>
<p>Os cientistas estão descobrindo que os estereótipos não estão simplesmente armazenados no cérebro e são recuperados por ele, mas &#8220;estão associados com regiões gerais do cérebro envolvidas na memória e no planejamento de metas&#8221;, disse Amodio, sugerindo que &#8220;as pessoas recrutam estereótipos para ajudá-las a planejar um mundo consistente com a meta que possam ter&#8221;.</p>
<p>A pesquisa de Fiske sugere que as pessoas de status baixo são registradas de forma diferente no cérebro. &#8220;A parte do cérebro que normalmente é ativada quando você pensa em pessoas fica surpreendentemente silenciosa quando você olha para moradores de rua&#8221;, ela disse. &#8220;É uma espécie de desumanização neural. Talvez não consigamos suportar a situação horrível em que se encontram, ou não queiramos nos envolver, ou talvez tenhamos medo de nos contaminar.&#8221;</p>
<p>Mas, ela disse, a resposta neural é restaurada quando é pedido para as pessoas se concentrarem em que sopa os moradores de rua possam querer comer, algo que as faz pensar na pessoa como alguém com desejos ou metas.</p>
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<p>O fato de podermos mudar nossas reações em relação às pessoas &#8211; o status de Boyle passou instantaneamente de baixo para alto &#8211; também tem raízes em nossa psicologia, disseram os cientistas.</p>
<p>Dovidio disse que encontrar discrepâncias nos estereótipos provavelmente &#8220;cria um tipo de estímulo autonômico&#8221; em nosso sistema nervoso periférico, provocando picos de cortisol e outros indicadores de estresse. &#8220;O estímulo autonômico nós motivará a fazer algo naquela situação&#8221;, ele disse, especialmente se a situação é perigosa.</p>
<p>Helen Fisher, uma professora de antropologia da Rutgers, teoriza que no caso de Boyle, os telespectadores também passaram por uma &#8220;onda de dopamina&#8221; com a surpresa agradável de ouvir a voz dela. &#8220;A novidade aumenta a dopamina no cérebro e faz você se sentir bem&#8221;, ela disse.</p>
<p>Isto pode ajudar a explicar por que tantas pessoas foram atraídas pela história de Susan Boyle. Mas o fato de aceitarem a ela e outros azarões subestimados dificilmente mudará nosso gosto pelo estereótipo.</p>
<p>A sociedade moderna, com sua consciência dos preconceitos ao longo da história e sua capacidade sem precedente de apresentar tantos tipos diferentes de pessoas umas às outras, pode diluir ou mesmo neutralizar algumas noções pré-concebidas. Mas outras persistirão e novas surgirão, dizem os especialistas.</p>
<p>Este pode ser o motivo para, mesmo após ter expressado a esperança de que &#8220;talvez isso possa tê-los ensinado uma lição, ou dado um exemplo&#8221;, Boyle ter começado a mudar sua aparência nos últimos dias, usando maquiagem, tingindo seu cabelo grisalho e vestindo roupas mais elegantes.</p>
<p>&#8220;A matéria-prima de dizer que você está comigo e ela não está é algo que está sempre presente&#8221;, disse Berreby. &#8220;Não é algo que inventamos por causa da TV ou do carro. Também não é algo ligado à vida moderna. É algo inerente à mente.&#8221;</p>
<p><em>Tradução: George El Khouri Andolfato</em> <!--uol cel sem widgets--></div>
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		<title>A bela e a fera que é uma lição para a auto-estima</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 14:54:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beleza Sustentável</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><img class="alignright size-full wp-image-139" title="susan-boyle1" src="http://belezasustentavel.files.wordpress.com/2009/04/susan-boyle1.jpg" alt="susan-boyle1" width="300" height="255" />Perdoem o clichê, mas a internet tem o poder de multiplicar por mil, cem mil a visibilidade de celebridades instantâneas. É o que aconteceu com a cantora <strong>Susan Boyle</strong>, tema de matéria de hoje no jornal <strong><a href="http://www.estado.com.br" target="_blank">O Estado de São Paulo</a> </strong>e dona da marca de 100 milhões de pessoas do mundo todo vendo seu video no You Tube, que nós também publicamos <strong><a href="http://belezasustentavel.wordpress.com/2009/04/17/quando-a-motivacao-vem-de-dentro/" target="_blank">aqui no blog</a></strong>.</span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Ela é cantora, e sua voz é linda e afinada. Lembra clássicas como Celine Dion. Veio do interior da Escócia, é pobre, tem 47 anos, solteira e com dificuldades de aprendizagem devido a problemas de saúde. E participou de um show de calouros muito popular na Inglaterra, para mostrar seus dotes vocais&#8230; daí a virar celebridade instantânea foi um pulo. Porque? Porque provavelmente ninguém esperava&#8230;</span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">E porque ninguém esperava? Por não ser nenhum modelo de beleza, digamos assim? Lendo sua história as pessoas ficam ainda mais espantadas&#8230; feia, pobre, solteira, e consegue ter uma voz de anjo e te emocionar, da forma mais piegas? </span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Quando se vê uma notícia dessas na TV, provavelmente estamos assistindo fazendo outros afazeres, zapeando&#8230; na internet, provavelmente estamos sentados e, mesmo que abrindo e-mails ou navegando em outros sites, ficamos mais concentrados para assisti-la cantando no show de calouros, ante os olhares duvidosos dos jurados. Você acha que é uma pegadinha e, quando vê, já chorou ou pelo menos ficou boquiaberto ao vê-la cantando. </span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">E mais uma vez eu pergunto. Porque, se há tantas vozes lindas por aí? Porque ela é feia, pobre, solteira e consegue ter uma voz de anjo?</span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Estamos cínicos, desacreditados, desesperançados e com o saco cheio. Acrescentamos, a nós, mulheres, o fato de estarmos sempre preocupadas com os quilos a mais, as rugas, as olheiras, o cabelo cheio de frizz, como disse a nossa amiga <strong><a href="http://belezasustentavel.wordpress.com/2009/04/22/a-editora-de-beleza-carol-salles-e-suas-dicas-de-consumo-sustentavel/" target="_blank">Carol Salles</a></strong>. E se estamos sem dinheiro, sem marido, ou, como se refere a escritora <a href="http://www.stellaflorence.kit.net/" target="_blank">Stella Florence</a>, sem “uma perna cabeluda para se encostar”, estamos ainda mais para baixo&#8230; </span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Então isso explica o fenômeno da nova bela e fera Susan Boyle. Todo mundo quer se espantar. Todos, homens e mulheres, andam precisando se alimentar de histórias como a dessa senhora distinta, que virou fenômeno na internet. </span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">No fundo todo mundo quer ter esperança&#8230; se ela pode, eu também posso. Porque sim, vivemos numa sociedade em que a aparência e a conta bancária estão em primeiro lugar&#8230; e sim, não dá para ser hipócrita e acreditar no ideal de “beleza interior” se realmente não botamos fé nela!</span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Em quantas pessoas com talento não prestamos a mínima atenção porque não são bonitas? Quantas mulheres e homens desprezaram a chance de conhecer um amor – ou pelo menos viver uma história – porque não deram crédito àquela moça meio gordinha, aquele rapaz tímido? Quantas vezes nós nos desprezamos porque somos gordinhos, ou tímidos, e achamos que não podemos viver histórias de amor por conta disso?</span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">O sucesso de Susan Boyle pode durar pouco. Mas por enquanto, vamos “curti-la”, e curtir suas tiradas frente a mídia que consideramos invasiva e estúpida – mas que, como diria Balzac, é espelho do que pensa e como age nossa sociedade. “Porque eu deveria mudar o meu jeito? É minha identidade”, respondeu Susan ao jornalista americano </span><a href="http://www.youtube.com/watch?v=dx0ijwbnAIg&amp;NR=1" target="_blank"><span style="font-size:small;color:#800080;font-family:Times New Roman;">Larry Kinkg</span></a><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">, que perguntou sobre se ela ia mudar sua aparência.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Obrigada, Susan, por sua injeção de auto-estima em nossas vidas, ainda que momentânea&#8230;</span></span></span></p>
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